31 de ago de 2010

PEDAÇO PERDIDO


Olá, pessoas queridas!

Repasso o texto abaixo, pois me fez lembrar, talvez pela idéia do círculo, do meu sapato especial e,concluo, que não é o deficiente que é limitado, pois se ele necessita de uma cadeira de rodas, a partir do momento em que está nela roda ou anda, como quiserem, e se é cego e tem uma bengala, anda, identifica, sente, percebe e supera sua limitação de não ver e assim sucessivamente para todos os que possuam qualquer espécie de limitação.
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O que, de fato, limita é a "falta de espaço ao redor" que impede a vida sem limites e não o "pedaço" que a cada um falta, porque o espaço ao redor foi feito para ser explorado e é com isso que as pessoas crescem.
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O espaço ao redor pode representar aqueles que vêem apenas como limites os pedaços que faltam, num arraigado pré-conceito, tanto quanto as próprias barreiras arquitetônicas e seja por um, pré-conceito, ou outro, falta de rampas, sinais, vagas, estacionamentos verdadeiros e não itens cumpridos por força de lei, pra inglês ver, a verdade é que a limitação deixa de estar no deficiente quando ele tem o aparelhamento especial que a supre (cadeiras, bengalas, brille, botas, etc.)


POR ISSO TUDO, O TEXTO ABAIXO SE REVELA AINDA MAIS LINDO.

PEDAÇO PERDIDO


Esta é a história do círculo no qual faltava um pedaço.

Um grande triângulo lhe fora arrancado. O círculo queria ser inteiro, sem nada faltando, então foi procurar o pedaço perdido. Como estava incompleto e só podia rodar lentamente, admirou as flores ao longo do caminho. Conversou com os insetos. Observou o sol.
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Encontrou vários pedaços diferentes, mas nenhum deles servia. Então, deixou-os todos na estrada e continuou a busca.
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Certo dia, o círculo encontrou um pedaço que se encaixava nele perfeitamente. Ficou tão feliz!
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Seria inteiro. Incorporou o pedaço que faltava e começou a rodar. Agora que era um círculo perfeito, podia rodar muito rápido, rápido demais para notar as flores e conversar com os insetos.
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Quando percebeu como o mundo parecia diferente ao rodar tão depressa, parou, deixou o pedaço na estrada e foi embora rodando lentamente.
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Somos mais inteiros quando sentimos falta de algo.
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O homem que tem tudo é, sob certos aspectos, um homem pobre. Nunca saberá o que é ansiar, esperar, nutrir a alma com o sonho de algo melhor. Nunca saberá o que é receber de quem ama algo que sempre quis e nunca teve.
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Quando aceitarmos que a imperfeição é parte do ser humano e pudermos, a exemplo do círculo, continuar a rodar pela vida e apreciá-la, teremos adquirido a integridade que todos desejam.
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E, finalmente, se formos corajosos o bastante para amar, fortes o bastante para perdoar, generosos para exultar com a felicidade alheia e sábios para perceber que há amor suficiente para todos, então poderemos atingir a plenitude que nenhuma criatura viva atingiu.
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Poderemos regressar ao Paraíso.
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Autor anônimo

3 comentários:

Suziley disse...

Que belo texto, Márcia! Todos temos as nossas imperfeições, incompletudes. Mas, apesar disso, procuramos seguir em frente, sempre, com respeito pelo o outro e muito amor no coração. É isso que vale à pena. Um grande beijo, bom dia ;)

Amor feito Poesia disse...

""(...) Deveria chamar-te claridade
Pelo modo espontâneo
Franco e aberto
Com que encheste de cor o mundo escuro..."

...(Vinicius de Moraes)"


Beijos perfumados prá voce!! M@ria

Amor feito Poesia disse...

"Eu sou aquela mulher que fez a escalada
da montanha da vida removendo pedras e
plantando flores"

(Cora Coralina)

Lindo amanhecer! Beijos....M@ria