7 de out de 2010

Ser feliz!

A britânica Shannon Murray, 32 anos, é a primeira modelo cadeirante a protagonizar um editorial de moda. Ela foi contratada pela rede de lojas de departamento Debenhams para ser uma das estrelas do novo catálogo da empresa


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Segunda-feira, Março 01, 2010 - Marca inglesa Debenhams coloca modelo cadeirante em campanha publicitária

Pessoal, com esse pequeno texto," Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Não importam quais sejam os obstáculos e as dificuldades. Se estamos possuídos de uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho. DalaiLama, hoje vendo noticias da moda encontrei uma matéria sensacional, maravilhosa, respeitosa aos cadeirantes, gostaria muito estar presente em um desfile como esse pois, gostaria de aplaudir em pé.

Enquanto no Brasil fotos com modelos cadeirantes são vistas só na novela da TV Globo “Viver a Vida”, na Inglaterra mulheres em cadeiras de roda estampam a nova campanha da marca Debenhams. As imagens, que estarão em todas as lojas da cadeia (em mais de cinco cidades da Inglaterra) e na internet, trazem Shannon Murray, de 32 anos, que ficou paraplégica na adolescência ao quebrar o pescoço.
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A ideia foi proposta pelos apresentadores do programa de TV, “How to look good naked, with a difference”, Nikki Fox e Wood Natasha, que também são portadores de deficiência física. Nas fotos, Shannon aparecerá com outras três modelos com diferentes perfis: altas, baixas, magras e cheinhas.

“Nós queremos oferecer todos os modelos e tamanhos, atender às mulheres jovens e velhas, com ou sem deficiência física”, comenta o vice-diretor executivo da marca, Michael Sharp à versão online do jornal inglês Telegraph. "Quando Nikki e Wood chegaram até nós com essa ideia, não pensamos duas vezes. Estamos orgulhosos de ser a primeira grande magazine a fazer isso. Deveríamos ter feito antes", completou Sharp.
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Em 1998, na London Fashion Week, o falecido Alexander McQueen gerou polêmica ao levar à passarela Aimee Mullins, ex-atleta das Paraolimpíadas que teve as duas pernas amputadas. No desfile, ela mostrou as próteses entalhadas à mão.

GNT/

Postado por VAL ZONATO às 19:23 Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz


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Considerando os tópicos supra,  algo que não consigo entender...é essa palavra coitada...dita em tom banal de penalização, em forma de sussurro entredentes e, preferentemente, quando você passa de soslaio, a tempo de escutar.
 
Tão inconformada fui buscar no dicionário e encontrei, entre tantas definições que se confundem na raiz etimológica da palavra, que coitado quer dizer, entre outras, infeliz.

Ora como é que uma pessoa pode, em questão de segundos, firmar um julgamento, o que já de per si não é viável nem próprio, de que o outro é infeliz...Por que usa uma cadeira de rodas?

Ora, grotescamente falando, que tudo tem limite...o pré-julgamento, assim, será que vem do que o outro imagina que sentiria se estivesse sobre uma cadeira de rodas, ao lado de uma cadeira de rodas ou junto com alguém que se vale de uma cadeira de rodas?

Se a brilhante conclusão decorrer do fato de que é o que sentiria se estivesse sobre uma cadeira de rodas...não me faz qualquer sentido, pois eu, como outros, agradeci a Deus por estar viva e poder rodar, ao invés de morrer literalmente num acidente que me vitimou, adorando chegar aos lugares com o meu carro adaptado, tendo amado e sido amada por um marido fantástico que via nessa mesma cadeira um sapato especial...sapato feio eu diria...de um mau gosto que o mercado ainda não se deu conta em melhorar...um sapato difícil de combinar com uma bolsa de mesma cor e etc....mas um sapato que cumpre sua finalidade...me permite andar, trabalhar, viajar, como todo e qualquer ser humano.

Considerando, mais, ainda, que quando sofri o acidente já tinha uma filha, e, depois de sete anos engravidei, pois casada era e casada permaneci. Tive um filho que hoje já está com 23 anos. Aliás, devo esclarecer, que à noite pra dormir ou pra amar, eu costumo tirar o sapato, e nunca soube de pessoas que transem andando...mas pelas dúvidas talvez desse até pra inovar, sei lá. A minha feminilidade não se espatifou, nem a minha inteligência, criatividade, alegria, conhecimentos, vida, vida, de verdade vida.
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Aí estou numa festa, feliz e radiante, bem vestida, querida e bem recebida pelos amigos e passo por alguém que nunca vi na minha vida e que sussurra melosa e melancolicamente, entredentes, caridosamente...tão bonita...coitada! Ora, que é que é isso, senão mais um caso de divã...coitada?... seria por eu ser viúva?...mas a pessoa não sabe....então por que? Ah! Por conta do sapato especial...ora há trinta anos o tenho usado dos poucos modelos até então criados....e é graças a isso que sobrevivo...feliz, incrivelmente feliz...e essa pessoa, ao meu lado, em pleno potencial, ao invés de estar curtindo a festa, e os amigos, está sentada e pregada numa cadeira que não roda, de olho em mim, pra colocar sua alma num inexpressivo ...coitada, ora meu senhor, minha senhora, por favor, só lhes posso responder depois do que acima  se vê que coitada talvez possa vir a ser a concunhada da sogra da vizinha do lado direito da casa onde habita vossa ilustríssima madrinha de crisma, da encaranação passada....Boa noite!

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes